A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO ENFRENTAMENTO DAS RESISTÊNCIAS AO CONTROLE DO TABAGISMO Introduçao: Considerado doença pediátrica pela OMS, o tabagismo atinge 1/5 da população, aumenta a mortalidade do câncer de pulmão em 15 vezes e causa 200 mil óbitos por ano no Brasil. A cada dia, cerca de 100 mil jovens começam a fumar no mundo; 90% antes dos 19 anos. A idade média de iniciação é de 15 anos. Objetivos do Programa de Prevenção do Tabagismo (PPT) são: garantir motivação para a recusa do cigarro, formar um pensamento crítico que contribua para reduzir a prevalência de fumantes e a morbimortalidade. |
ESTADIAMENTO MEDIASTINAL INVASIVO NO CÂNCER DE PULMÃO NÃO PEQUENAS CÉLULAS O tratamento do câncer de pulmão não pequenas células depende do estadiamento preciso da doença. Após a exclusão de metástases à distância, a avaliação dos linfonodos mediastinais é essencial para a distinção entre os pacientes que se beneficiarão do tratamento cirúrgico, de terapia neoadjuvante ou do tratamento clínico oncológico. O estadiamento do mediastino deve ser realizado de forma objetiva, de acordo com a história clínica e resultados de exames não invasivos. Em pacientes com diagnóstico de câncer de pulmão e extensa infiltração mediastinal, deve-se considerar o paciente portador de doença avançada, prescindindo de testes invasivos no mediastino. Em pacientes com aumento linfonodal mediastinal à tomografia computadorizada ou captação anormal à tomografia por emissão de pósitrons, há necessidade de confirmação histopatológica. Nesses casos vários métodos são disponíveis, sendo a mediastinoscopia o padrão ouro. Nos pacientes com neoplasia estágio II ou tumor central, testes invasivos para o mediastino são mandatórios. Mediastinoscopia geralmente é preferível devido às altas taxas de falso negativo utilizando-se técnicas de punção em linfonodos de tamanho normal. Tumores periféricos estágio I e com linfonodos de tamanho normal à tomografia computadorizada não necessitam avaliação adicional mediastinal, a não ser que haja captação anormal nessa topografia pelo tomografia por emissão de pósitrons scan. Os tumores do lobo superior esquerdo têm a particularidade de possuírem drenagem linfática preferencial para linfonodos da janela aorto-pulmonar, que devem ser avaliados segundo as indicações de estadiamento do paciente. Tumores do sulco superior necessitam sempre de estudo invasivo mediastinal pré-operatório. |
APRESENTAÇÕES VARÍAVEIS NA ASMA - TOSSE VARIANTE DE ASMA (TVA) e DOR TORÁCICA VARIANTE DE ASMA Sibilos, pressão torácica, dispnéia e tosse são sintomas clássicos de asma. Raramente, subgrupos de asmáticos possuem sintomas de tosse, dor torácica com ou sem cefaléia, predominantes ou isolados, chamados de formas variantes de asma, ou formas ocultas de asma. Entre esses, a tosse isolada é o mais freqüente. Na patogenia da tosse variante da asma (TVA) há menor grau de inflamação das vias aéreas, presença de eosinófilos em alvéolos e brônquios, níveis aumentados de IL4, IL5, IgE, espessamento sub-epitelial central e permeabilidade vascular exacerbada. A TVA apresenta tosse seca, noturna, sem sibilos com espirometria normal. Um diagnóstico consistente é baseado na atopia, suspeita clínica e teste de broncoprovocação positivo e o definitivo pelo desaparecimento da tosse, após terapia broncodilatadora. O diagnóstico diferencial da TVA é feito com outras causas de tosse crônica. Tratamento atual preconiza uso de broncodilalatadores, corticóide inalatório e antileucotrienos. A TVA evolui para asma clássica em 25% a 45% dos casos. Outra forma variante de asma menos comum: dor torácica associada ou não à cefaléia, considerada um subconjunto distinto da TVA. São descritos relatos de casos clínicos de crianças e adultos atendidos na Urgência, com quadro de dor torácica aguda, constritiva, difusa, intensidade variável, com piora após esforço e tabagismo, sem qualquer relação com tosse e ou sibilos. Houve um relato de paciente com cefaléia associada, cujo diagnóstico foi dor torácica e cefaléia variantes de asma. É mister, para o diagnóstico de dor torácica variante de asma, afastar outras etiologias de dor torácica aguda. O diagnóstico definitivo obtido pela remissão da dor torácica, após uso de broncodilatadores. O tratamento atual emprega corticóides, antileucotrienos, e repouso. |
REAÇÃO PARADOXAL - RELATO DE DOIS CASOS E DISCUSSÃO. Introdução: Reação paradoxal é caracterizada pela recidiva de manifestações clínicas de infecções já controladas em portadores de HIV, com imunodepressão avançada usando anti-retrovirais e tuberculostáticos. Acomete também pacientes imunocompetentes, usando tuberculostáticos. |
LOBECTOMIA PULMONAR RADICAL POR CIRURGIA TORÁCICA VÍDEOASSISTIDA - RELATO DE CASO Paciente feminina, branca, 69 anos, ex-tabagista, teve achado radiológico durante exames de check-up de nódulo pulmonar em lobo inferior esquerdo, assintomática. A paciente não apresentava nenhuma comorbidade e o exame físico era normal. A tomografia de tórax revelou nódulo periférico de contornos irregulares localizado em lobo pulmonar inferior esquerdo sem adenomegalias. Exames de estadiamento não revelaram outras lesões. A espirtometria era normal. A cirurgia foi realizada no dia 7 de maio de 2009 - lobectomia pulmonar radical inferior esquerda por cirurgia torácica vídeo-assistida com a utilização de 2 trocarteres de 1cm e uma incisão complementar de 6cm sem a utilização de afastador de costelas (Finocheto). A paciente evoluiu bem com a retirada dos dois drenos torácicos no 2º dia de pós-operatório e alta no 5º dia de pós operatório. A utilização de análgesico (dipirona) foi feita apenas por 2 dias após a alta e a paciente não necessitou, deste então, de analgésicos. |
DIVERTÍCULO GIGANTE DE ESÔFAGO TORÁCICO DEVIDO A TUBERCULOSE RESIDUAL Paciente feminina, branca, 57 anos, iniciou quadro de disfagia há 2 anos, progressiva, inicialmente a alimentos sólidos e recentemente (8 meses) a alimentos líquidos, intercalando períodos de melhora. Em associação a este quadro a mesma apresentava náuseas, vômitos e perda ponderal 8kg. HPP - tuberculose pulmonar tratada há 20 anos. Fazia uso de Omeprazol irregularmente. Exame físico - emagrecida, hipocorada (++/+4), halitose importante com adenomegalia cervical anterior. Exames complementares: EDA compatível com megaesôfago. Esofagografia compatível com divertículo de esôfago torácico superior de cerca de 10cm, de tração. O paciente foi submetido a toracotomia direita com ressecção de divertículo e esofagorrafia, no dia 25 de março de 2009. Apresentou boa evolução pós-operatória, com alta no 10º dia de pós-operatório. |
SARCOIDOSE PULMONAR COM COMPROMETIMENTO HEPÁTICO SINTOMÁTICO A sarcoidose é uma doença multissistêmica, de etiologia desconhecida. O envolvimento hepático ocorre de forma assintomática em 50% a 80% dos casos e em somente 10% a 20% deles há manifestações clínicas. O objetivo deste trabalho foi relatar um caso de sarcoidose com comprometimento hepático sintomático acompanhado na enfermaria de pneumologia do Hospital Universitário Antônio Pedro. Tratava-se de um paciente, masculino, 26 anos, negro, com dispnéia, tosse seca, febre, emagrecimento e icterícia. Exames complementares mostraram aumento de fosfatase alcalina, gama-GT, bilirrubina direta e transaminases. A radiografia de tórax revelou infiltrado intersticial reticulo-nodular predominando nos terços superiores. A TCAR de tórax evidenciou nódulos esparsos, áreas de vidro fosco intercaladas com aprisionamento aéreo e acúmulo de nódulos na superfície pleural e ao longo das cisuras. Biópsia transbrônquica e hepática revelaram granuloma não caseoso compatível com sarcoidose. O paciente fez uso de corticóide e de azatioprina e não obteve melhora laboratorial, embora tenha melhorado clinicamente. Os autores ressaltam que a colestase relatada neste caso é indicadora de má resposta à corticoterapia e pior prognóstico, devendo o paciente ter seu acompanhamento mais rigoroso. |
ABCESSO CEREBRAL POR TUBERCULOSE. RELATO DE CASO Introdução: A principal manifestação da tuberculose no sistema nervoso central é a meningite, mas o abscesso cerebral é uma entidade temida pela alta taxa de morbimortalidade. |
RELATO DE CASO: PROTEINOSE ALVEOLAR Introdução: A proteinose alveolar foi inicialmente descrita em 1958, com prevalência de 3,7 por milhão na população. A maioria dos pacientes é do sexo masculino e 72% tem história de tabagismo. Os pacientes apresentam acúmulo progressivo de lipoproteínas surfactantes no espaço alveolar. A doença possui três formas clínicas distintas: congênita, secundária e adquirida (idiopática). A forma idiopática é a mais comum e parece ser uma desordem auto-imune com a presença de anticorpos contra o GM-CSF impedindo a função dos macrófagos alveolares. |
RELATO DE CASO. SEQUESTRO PULMONAR INTRALOBAR. Introdução: As alterações congênitas do pulmão são raras, sendo as mais frequentes o enfisema lobar, cistos pulmonares, malformação adenomatosa cística e o sequestro pulmonar. O sequestro broncopulmonar é caracterizado por uma área de tecido pulmonar anormal e não funcionante, a qual recebe suprimento sanguíneo por uma artéria sistêmica e sem conexão com a árvore traqueobrônquica. |
MASSA MEDIASTINAL ASSINTOMÁTICA GIGANTE: UM RARO CASO DE TIMOLIPOMA Timolipoma é uma rara neoplasia benigna do timo. Os autores apresentam o caso de um paciente do sexo masculino, 42 anos de idade com volumoso tumor mediastinal descoberto após realização de radiografia de tórax, devido a acidente motociclístico. Não apresentava queixas e ao exame físico não havia particularidades. A tomografia computadorizada de tórax revelava massa de densidade de gordura entremeada por tecido com densidade de partes moles. O paciente foi levado à cirurgia, realizando-se uma esternotomia mediana com extensão para toracotomia anterolateral esquerda no quarto espaço intercostal, permitindo exérese completa do tumor. O diagnóstico histopatológico foi timolipoma. Essa neoplasia geralmente atinge grandes dimensões à época do diagnóstico, sendo os ocasionais sintomas relacionados à compressão de estruturas adjacentes. A ressecção cirúrgica é o tratamento de escolha e a única possibilidade de cura. A via aérea merece atenção especial durante a indução anestésica devido à possibilidade de compressão de traquéia e brônquios após relaxamento muscular. |
NEUROFIBROMA ISOLADO DE MEDIASTINO COM COMPRESSÃO ESOFÁGICA - RELATO DE CASO Paciente, sexo feminino, 42 anos, procurou atendimento médico com queixa de dor recorrente em hipocôndrio direito e disfagia leve. Foi realizado ultrassom abdominal total que evidenciou litíase biliar e indicada colecistectomia eletiva. Na avaliação pré- operatória identificou-se, na radiografia de tórax, massa de contorno regular de aproximadamente cinco centímetros em topografia de mediastino. Foi encaminhada ao serviço de cirurgia torácica e solicitado tomografia computadorizada de tórax que confirmou a presença de massa em mediastino posterior sem evidência de invasão do canal medular. Rx contrastado de esôfago mostrou compressão do mesmo pela lesão. Indicado tratamento cirúrgico. |
SEMINOMA MEDIASTINAL Paciente masculino, 30 anos, deu entrada na emergência do Hospital Ferreira Machado, Campos do Goytacazes vítima de acidente motociclistico. Na avaliação radiológica foi observado alargamento mediastinal não relacionado ao trauma. Encaminhado ao ambulatório de cirurgia torácica, e então submetido a tomografia computadorizada de tórax que confirmou volumosa massa de mediastino anterior. Foram solicitados exames de Beta HCG, alfa feto proteína e LDH. |
SÍNDROME DA CIMITARRA – RELATO DE CASO A síndrome da Cimitarra (SC) é anomalia vascular rara, onde o fluxo da veia pulmonar (VP) drena para veia cava inferior (VCI) ou átrio direito (AD), gerando shunt esquerda-direita, insuficiência cardíaca direita e hipertensão pulmonar. Ocorre em 1-3/100.000 de nascidos vivos, representando 0,5-1% das cardiopatias congênitas.
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DPOC E HEMOFILIA ADQUIRIDA - RELATO DE CASO A doença pulmonar obstrutiva cronica (DPOC) é a doença de maior morbidade e mortalidade no mundo, sendo a 4º causa de mortalidade em geral. A hemofilia adquirida é uma doença rara causada pelo surgimento de autoanticorpos contra os fatores da coagulação, mais frequentemente o fator VIII. A incidência no mundo é de 0,2 a 1 caso por 1 milhão de pessoas por ano nos EUA. É mais frequente na população idosa (60 a 67 anos), ocorrendo em todos os grupos raciais e em ambos os sexos. A mortalidade está estimada em 7,9% a 22%, relacionada à fenômenos hemorrágicos. A etiologia pode ser desconhecida ou associada a várias condições clínicas como gravidez, doenças autoimunes, doença inflamatória intestinal, desordens dermatológicas, doenças respiratórias (asma e DPOC), drogas (ex. penicilina e sulfa, diabetes, hepatite B. |
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