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Método Eventos
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XII Congresso MÉdico de Pneumologia e Tisiologia da SOPTERJ
Centro de ConvenÇÕes do CBC - 23 a 26 de setembro de 2009
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SESSÃO DE POSTER
Listagem 24 de setembro - 17:00 às 19:00 h
25 de setembro
7- ESTUDO DA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM DPOC
Silva MR, Moura NSR, Bettencourt M, Pugliese JG, Bártholo TP, Rufino R, Medeiros JA, Costa CH.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
9- CLASSIFICAÇÃO DA DPOC: BODE X GOLD
Bettencourt M, Pugliese JG, Bártholo TP, Rufino R, Medeiros J, Monteiro AS, Melo FV,Gomes MM, Inoki HLA, Costa CH.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
12- O PAPEL DA BIÓPSIA PLEURAL NO DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS PLEURAIS
Pugliese JG, Bártholo TP, Lopes CH, Araujo P, Amarante A, Kirk KM, Costa CH, Siqueira HR, Rufino R
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
14- RENDIMENTO DA ADENOSINA DESAMINASE NO DIAGNÓSTICO DA TUBERCULOSE PLEURAL
Macena J; Neves DD; Morisson P; Vargas M; Mandarino J.
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO
15- PERICARDITE TUBERCULOSA: PATOLOGIA RARA OU SUBDIAGNOSTICADA?
Nogueira A; Rodrigues R; Antolini JL; Nogueira ACF.
16- EXPERIÊNCIA DA POLICLÍNICA GERAL DO RIO DE JANEIRO (PGRJ) COMO CENTRO DE REFERÊNCIA NO TRATAMENTO DAS TUBERCULIDES
Barroso Pereira JC
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Av. N. Sra. de Copacabana 690 sala 1202 - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ - cep: 22050-001
Tel: 21 2548-5141 Fax: 21 2545-7863 |
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O PAPEL DA BIÓPSIA PLEURAL NO DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS PLEURAIS
Pugliese JG, Bártholo TP, Lopes CH, Araujo P, Amarante A, Kirk KM, Costa CH, Siqueira HR, Rufino R
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Introdução: No ano de 2004, o Brasil notificou 74.540 casos de tuberculose (41/100.000 habitantes). Pouco mais da metade (53%) encontrava-se relacionada à forma pulmonar bacilífera. A tuberculose pleural possui baixa notificação de diagnóstico nos EUA e provavelmente no Brasil. A dosagem da adenosina deaminase (ADA) trouxe efetiva perspectiva na prática médica. Objetivo: Apresentar o perfil de pacientes que procuram um hospital universitário e determinar o impacto da dosagem da ADA no diagnóstico dos líquidos pleurais.
Método: No período de janeiro de 2007 a junho de 2009, foram realizados 90 toracocenteses, sendo 60 biópsias pleurais com agulha de Cope no ambulatório de doenças pleurais da UERJ. Utilizou-se o valor de diagnóstico para tuberculose pleural a ADA > 39U/L e achados histopatológicos.
Resultado: Dos 60 pacientes que fizeram biópsia pleural, 37 apresentaram o diagnóstico de tuberculose pleural (36 através de exame histopatológico). A média de idade destes foi de 41,6 anos e havia 24 pacientes do sexo masculino. Cinco pacientes com tuberculose pleural não apresentaram ADA > 40U/L, sendo o valor médio de diagnóstico de 77,6U/L. Todos os 5 pacientes com ADA baixa referiam sintomatologia recente (< 1 mês). Dois pacientes com adenocarcinoma metastático apresentaram ADA > 40U/L. A sensibilidade e especificidade da ADA para o diagnóstico de tuberculose foi de 95% e 91%.
Conclusão: Apesar da alta sensibilidade e especificidade da ADA não se deve abandonar na avaliação diagnóstica inicial a biópsia pleural, pois os falsos positivos encontrados foram relacionados a adenocarcinomas e em 5 pacientes o resultado foi inconclusivo.
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CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS E EPIDEMIOLÓGICAS DOS PACIENTES COM SARCOIDOSE DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO
Lopes CS, Araujo P, Perinei P, Pugliese JG, Bartholo TP, Silva VL, Costa CH, Rufino R.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Introdução: A sarcoidose consiste em uma doença multissistêmica, de etiologia desconhecida, com apresentação clínica muito variada. No Brasil, a prevalência de sarcoidose é estimada em 10 para cada 100.000 habitantes.
Objetivos: Descrever os aspectos epidemiológicos dos pacientes com sarcoidose do ambulatório de Doenças Intersticiais do HUPE/UERJ.
Método: De Junho de 2007 até dezembro de 2008, 72 pacientes com sarcoidose confirmada por exame histológico tiveram revisados diagnóstico e terapias instituídas. Todos os pacientes realizaram testes de função pulmonar sequenciais e tomografia computadorizada de tórax no momento do diagnóstico. Os dados epidemiológicos, as manifestações clínicas da primeira consulta e a terapia com corticosteróide foram revisados. A sarcoidose pulmonar foi classificada com base nos aspectos radiográficos.
Resultado: A população avaliada era composta por 77,5% de não-caucasianos. As pacientes do sexo feminino foram a maioria (71%) e 39% tinham menos de 40 anos. O sinal mais prevalente era a dispnéia (58%), seguida de tosse (22%). Vinte e três pacientes têm história de tabagismo, 13 deles com sintomas respiratórios persistentes. O acometimento extratorácico pode ser observado em 40% dos casos e a sarcoidose cutânea é o achado mais comum. Trinta e um pacientes (43%) estavam usando corticosteróides. Vinte e três pacientes tinham hipertensão arterial sistêmica (32%), 10 eram diabéticos (14%), 5 tinham catarata ou glaucoma e 5 tinham nefrolitíase.
Conclusão: Apesar da terapia, 25% dos pacientes mantiveram os sintomas respiratórios, impedindo a interrupção do corticosteróide. Treze dos quinze pacientes sem resposta à corticoterapia foram classificados nos estágios II e III.
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DECANULAÇÃO EM PACIENTES TRAQUEOSTOMIZADOS: A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO ENDOSCÓPICA
Judice A; Mourad O; Andrade F; Judice LF.
Universidade Federal Fluminense – UFF
Introdução: O aumento da complexidade no atendimento médico leva a uma maior sobrevida de pacientes que outrora apresentavam expectativa de vida limitada. Dentre diversos avanços, o maior preparo das Unidades de Terapia Intensiva destaca-se no Brasil nas últimas duas décadas, com conseqüente aumento do número de pacientes submetidos a ventilação mecânica e com necessidade de traqueostomia. Após desmame ventilatório e melhora do estado clínico do paciente a retirada da cânula de traqueostomia deve ser realizada com critério e sob estrita vigilância médica. A possibilidade de estenose traqueal e outras afecções laringo-traqueais que podem evoluir para obstrução da via aérea até meses após a decanulação deve sempre ser considerada.
Objetivo: Avaliar endoscopicamente alterações morfológicas laringo-traqueais que necessitem de acompanhamento e impeçam a decanulação imediata dos pacientes submetidos a traqueostomia cirúrgica em ambiente de terapia intensiva.
Método: Cento e sessenta e oito pacientes avaliados segundo protocolo de realização de traqueostomia e acompanhamento endoscópico para decanulação pela mesma equipe de cirurgia torácica.
Resultado: Dentre os 168 pacientes, 53,57% (90) não puderam ter a cânula retirada devido a alterações que poderiam obstruir a via aérea; apenas 46,42% (78) foram decanulados ao primeiro exame de endoscopia. Dentre o total de pacientes, 86,19% (146) apresentavam alterações conseqüentes a intubação prolongada ou à própria traqueostomia. Entretanto, 32,9% (56) possuíam alterações que permitiam decanulação, mas que necessitaram de procedimentos como dilatação ou ressecção de granulomas, o que ressalta a necessidade de acompanhamento com repetidas endoscopias.
Conclusão: A avaliação endoscópica prévia à decanulação deve fazer parte do protocolo de acompanhamento do paciente traqueostomizado. Idealmente tal avaliação deve ser realizada pela mesma equipe que realizou o procedimento de traqueostomia.
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ESTUDO DESCRITIVO DAS ISOFORMAS DE CYP P450 EM PACIENTES COM TUBERCULOSE (TB) DO PROGRAMA DE CONTROLE DE TUBERCULOSE HOSPITALAR (PCTH) DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO (UFRJ)
Souza JP; Lauredo AL; Fonseca-Costa J; Santos AR; Mello FCQ
Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ
Introdução: Os genes que codificam para as isoenzimas CYP3A4, CYP3A5 e CYP2D6 da superfamília do citocromo P450 são polimórficos, e apresentam variantes alélicas caracterizadas pela presença de polimorfismos de base única (SNPs). A Rifampicina (R), utilizada no tratamento da Tuberculose (TB), é uma poderosa indutora destes genes, determinando a redução da concentração plasmática de fármacos co-administrados. O gene CYP3A4 apresenta SNP na região regulatória 5` (posição -290), com uma substituição A-G (CYP3A4*1B). Como conseqüência, isto é associado à diminuição na atividade do promotor. Já a ausência da expressão do gene CYP3A5 foi recentemente associada com os alelos *3 e *6 na região codificante do gene. O CYP2D6 é altamente polimórfico.
Objetivo: Estimar a freqüência dos alelos CYP3A4*1B, CYP3A5*3 e CYP3A5*6 em voluntários no PCTH da UFRJ.
Método: O DNA genômico foi extraído do sangue periférico com o Kit flexigene DNA. A genotipagem do CYP3A4 foi realizada por PCR alelo-específico. Para o CYP3A5 foi realizada a técnica de PCR-RFLP. Já para o CYP2D6 foi realizado seqüenciamento.
Resultado: Com a genotipagem de 444 indivíduos, a freqüência alélica do gene CYP3A4 foi de 0,82 (A) e 0,18 (G). Já para o gene CYP3A5, 451 indivíduos foram tipados para a variante *3 e a freqüência alélica da variante selvagem foi de 0,47 (*1), mas a freqüência da variante mutante foi de 0,53 (*3). Para a variante *6, 439 indivíduos foram tipados e a freqüência alélica foi 0,93 (*1) para o alelo selvagem e 0,07 (*6) para o alelo mutante. Para o CYP2D6, foram tipados 117 indivíduos, com 35 polimorfismos encontrados: 9 já descritos na literatura e 11 com freqüência menor que 1%.
Conclusão: Nossos achados são similares àqueles encontrados em negros norte-americanos, possivelmente, devido à mistura étnica da população brasileira. Esses achados pioneiros no nosso meio, quando associados a outros estudos, contribuirão para um melhor entendimento das diferenças étnicas na resposta aos fármacos.
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A COLETA DE MATERIAL BIOLÓGICO E A CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA NÃO CONFEREM PROTEÇÃO AO ABANDONO DO TRATAMENTO DA TUBERCULOSE.
Dias C; Neves DD; Dias R; Monteiro M; Signorini D
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO
Introdução: No Brasil, a taxa de abandono ao tratamento para a tuberculose situa-se em torno de 10%, porém em muitas regiões atinge níveis ainda mais elevados. Há poucos estudos sobre as causas deste e as características dos doentes variam muitonos diferentes estudos.
Objetivo: verificar se a coleta de material ou a confirmação diagnóstica conferem proteção ao abandono do tratamento da tuberculose.
Método: Realizado um estudo de coorte histórica, por meio da revisão dos prontuários dos pacientes que iniciaram tratamento para tuberculose no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, localizado no Rio de Janeiro, no período de janeiro de 1999 a dezembro de 2004. Foram incluídos os pacientes de qualquer idade, com diagnóstico confirmado ou de presunção de tuberculose pulmonar ou extrapulmonar (EP), excluindo-se os casos que obtiveram alta por outros motivos que não abandono ou cura.
Resultado: Avaliamos um total de 573 notificações, sendo incluídos neste estudo 458 pacientes entre 0 e 90 anos, com a mediana de 35 anos (IC95% 34 a 38). 71 casos de abandono ao tratamento (28 mulheres e 43 homens) e os 387 restantes com alta por cura (151 mulheres e 236 homens). Não houve diferença significativa em relação a distribuição do sexo e idade nos 2 grupos avaliados, respectivamente (p=0,9826 e p=0,4887). Também não se observou diferença com significância estatística (p=0,3431), em relação à sorologia para HIV ser positiva ou negativa entre os dois grupos. Não houve diferença estatisticamente significativa mesmo considerando isoladamente a coleta nas formas pulmonar (p=0,8793), EP (p=0,8197) ou ambas (p=0,6765), assim como em relação à confirmação do diagnóstico (p=0,7764, p=0,8050 e p=0,8197 respectivamente).
Conclusão: Nem a coleta de material biológico, por vezes feita de modo invasivo, assim como a confirmação diagnóstica são fatores protetores para o não abandono ao tratamento da tuberculose em unidade hospitalar.
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TÉCNICA DE OSCILAÇÕES FORÇADAS NA AVALIAÇÃO DA MECÂNICA RESPIRATÓRIA EM PORTADORES DE ARTRITE REUMATÓIDE
Faria ACD; Lopes AJ; Jansen JM; Melo PL
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Introdução: A artrite reumatóide (AR) é uma doença auto-imune de etiologia desconhecida. Apesar da predominância do comprometimento articular, também são evidenciadas manifestações pulmonares. Estas são comuns e responsáveis por 10% a 15% de toda mortalidade conseqüente à AR.
Objetivo: Analisar as alterações de mecânica respiratória em indivíduos portadores de AR através da Técnica de Oscilações Forçadas (TOF).
Método: Foram estudados 28 portadores de AR comparados a um grupo de 28 indivíduos saudáveis com exames espirométricos normais. Ambos os grupos não apresentavam história de tabagismo e/ou doenças pulmonares. Todos os indivíduos realizaram exames de TOF e espirometria, nesta seqüência.
Resultado: Os grupos estudados não apresentaram diferença estatisticamente significativa nos parâmetros biométricos (idade, peso e altura). Os portadores de AR apresentaram redução significativa nos parâmetros VEF1 (L) e VEF1/CVF (p<0,05), o mesmo não ocorreu na CVF (L) e FEF/CVF. Nos parâmetros da TOF, os portadores de AR apresentaram aumento significativo da resistência total do sistema respiratório (p<0,00001) e redução significativa da complacência dinâmica do sistema respiratório (p<0,00001).
Conclusão: A Artrite Reumatóide introduziu alterações significativas nas propriedades resistivas e elásticas do sistema respiratório, as quais foram adequadamente descritas pelos parâmetros da TOF.
Apoio Financeiro: CNPq e FAPERJ.
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TÉCNICA DE OSCILAÇÕES FORÇADAS NA AVALIAÇÃO DA MECÂNICA RESPIRATÓRIA EM PORTADORES DE ESCLEROSE SISTÊMICA
Miranda IA; Lopes AJ; Jansen JM; Melo PL
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Introdução: Esclerose sistêmica é uma doença auto-imune de causa desconhecida, com acometimento de múltiplos órgãos. O comprometimento pulmonar é a principal causa de morbi-mortalidade nesses indivíduos.
Objetivo: Analisar a mecânica respiratória de indivíduos portadores de esclerose sistêmica através da Técnica de Oscilações Forçadas (TOF).
Método: Foram avaliados 30 indivíduos, divididos em grupo controle (15 indivíduos saudáveis e com espirometria normal) e grupo restritivo (15 indivíduos com diagnóstico clínico de esclerose sistêmica e com distúrbio restritivo sugerido pela espirometria). Os voluntários não apresentavam história de tabagismo e realizaram TOF e espirometria, nessa ordem. O primeiro exame foi realizado durante ventilação espontânea, suportando as bochechas com as mãos e utilizando um clipe nasal.
Resultado: Os parâmetros biométricos (idade, peso e altura) não apresentaram diferença estatisticamente significativa entre os grupos estudados. O grupo restritivo apresentou redução significativa de VEF1 (%) e CVF (%) (p<0,00001), enquanto VEF1/CVF não apresentou diferença significativa. Considerando os parâmetros oscilométricos, foram encontrados aumento significativo da resistência total do sistema respiratório (p<0,0001) e redução significativa da complacência dinâmica do sistema respiratório (p<0,00003) no grupo restritivo.
Conclusão: Os resultados apresentados pela TOF descreveram de forma adequada as alterações fisiopatológicas da mecânica respiratória na esclerose sistêmica.
Apoio financeiro: CNPq e FAPERJ.
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ANÁLISE EM TEMPO REAL DA IMPEDÂNCIA RESPIRATÓRIA EM PORTADORES DE DPOC
Dames KK; Lopes AJ; Jansen JM; Melo PL
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Introdução: As alterações fisiopatológicas da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) resultam em prejuízo à mecânica respiratória. Alguns estudos demonstram o elevado potencial da Técnica de Oscilações Forçadas (TOF) na detecção dessas alterações. Contudo, tais aplicações da TOF não permitiam a análise em tempo real do ciclo ventilatório, impossibilitando a obtenção de parâmetros importantes na avaliação das fases inspiratória e expiratória, separadamente.
Objetivos: Analisar, com a TOF em tempo real, as alterações da impedância respiratória nas distintas fases do ciclo de portadores de DPOC.
Método: Foram analisados 40 indivíduos, 20 controles e 20 portadores de DPOC com grau de obstrução acentuado. Todos realizaram exames de TOF para análise da impedância respiratória e espirometria. Os parâmetros estudados pela TOF foram impedância total do sistema respiratório (Zt), impedância na inspiração (Zi) e impedância na expiração (Ze).
Resultado: Nos parâmetros biométricos (idade, peso e altura), observou-se diferença significativa apenas na massa corporal (p<0,05). Foi demonstrado aumento significativo em todos os parâmetros estudados (Zt, Zi e Ze) nos indivíduos com DPOC em comparação ao grupo controle (p<0,05). O grupo com DPOC apresentou impedância maior na fase inspiratória quando comparada à fase expiratória (p<0,05).
Conclusão: A DPOC resultou no aumento da carga mecânica do sistema respiratório, refletida pelo aumento da Zt. Este aumento foi mais evidente durante a fase inspiratória. Estes resultados confirmam o potencial da TOF na avaliação ao longo do ciclo ventilatório destes indivíduos.
Apoio financeiro: CNPq e a FAPERJ.
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CORRELAÇÃO ENTRE INFLAMAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO PELO GOLD EM PACIENTES COM DPOC
Bettencourt M, Pugliese JG, Bártholo TP, Rufino R, Medeiros J, Monteiro AS, Melo FV,Gomes MM, Inoki HLA, Ornellas MH, Lago P, Costa CH.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Introdução : O escarro induzido proporciona a oportunidade de se estudar o conteúdo celular e os marcadores moleculares da inflamação das vias aéreas produzidas por doenças como a asma e a DPOC. Sabe-se que a inflamação pulmonar observada nos pacientes com DPOC envolve neutrófilo, macrófago e linfócito, especialmente o CD8+.
Objetivo: Correlacionar o perfil inflamatório com a classificação pelo GOLD em pacientes com DPOC.
Método: Foram realizadas coletas de escarro induzido em pacientes com DPOC durante o período de estabilização da doença.
Resultado: Cinquenta e seis pacientes realizaram a coleta de escarro induzido, mas apenas 27 forneceram material adequado para análise. Destes, verificamos que houve correlação positiva entre o percentual de macrófagos e VEF1 (p=0,02; r2= 0,25), entre células ciliadas e VEF1 (p=0,019; r2= 0,25) e correlação negativa entre o percentual de linfócitos e VEF1/CVF (p=0,035; r2= 0,23). Não houve correlação entre o percentual de neutrófilos e eosinófilos com o grau de obstrução das vias aéreas.
Conclusão: A coleta de escarro induzido, apesar de facilmente realizada, pode não fornecer material adequado em grande percentual de pacientes com doença estável. Apesar de pequeno, existe um percentual de linfócitos no escarro dos pacientes com DPOC, que se correlaciona com a diminuição da relação VEF1/CVF.
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CLASSIFICAÇÃO DA DPOC: BODE X GOLD
Bettencourt M, Pugliese JG, Bártholo TP, Rufino R, Medeiros J, Monteiro AS, Melo FV,Gomes MM, Inoki HLA, Costa CH.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Introdução: Recentemente, foi publicado um índice para avaliar os pacientes com DPOC (índice conhecido como de BODE). Esta ferramenta reúne a avaliação do VEF1 (% do teórico), IMC (Índice de Massa Corpórea), distância percorrida no teste da caminhada (TC) de 6 minutos e a avaliação da dispnéia através do MMRC (Modified Medical Research Council), fornecendo um índice final que varia entre 0-10, sendo os valores mais altos relacionados a pior prognóstico.
Objetivo: Correlacionar a classificação pelo BODE com a graduação pelo GOLD.
Método: No período de 2007 a 2008, 233 pacientes com DPOC foram avaliados no ambulatório de DPOC do HUPE/UERJ. Cento e trinta e três pacientes sem exacerbação nos últimos 3 meses realizaram o teste da caminhada e foram classificados de acordo com os critérios do BODE e do GOLD. Os dados de cada classificação foram correlacionados.
Resultado: Foram observados 13 pacientes com doença leve, 48 com doença moderada, 54 grave e 18 muito grave, pela classificação de GOLD. Usando o teste de Dunn, não foi possível verificar diferença entre os valores de BODE nos grupos de leve e moderada intensidade de doença. Os estágios moderado e grave de GOLD se correlacionam bem com os dados do BODE (r= -0,44; p= 0,0002 e r= -0,34; p= 0,012, respectivamente).
Conclusão: Estes achados sugerem que os estágios leve e muito grave de GOLD não se correlacionam bem com a classificação de BODE, sugerindo que mais estudos sejam necessários para determinar melhor o prognóstico dos pacientes ambulatoriais portadores de DPOC.
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ESTUDO DA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES COM DPOC
Silva MR, Moura NSR, Bettencourt M, Pugliese JG, Bártholo TP, Rufino R, Medeiros JA, Costa CH.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Introdução: A DPOC é uma patologia inflamatória crônica que interfere na qualidade de vida (QV). O Questionário Respiratório St. George (QRSG) tem sido amplamente utilizado com esta finalidade e foi validado para a nossa população. Ele apresenta 3 domínios, sintomas, atividades e impacto, que recebem escore que podem variar de 0 (sem repercussão) até 100 (repercussão máxima), além de um escore total que engloba todo o questionário.
Objetivo: Avaliar a QV dos pacientes acompanhados no ambulatório de DPOC da PPC / HUPE e verificar a sua correlação com o grau de obstrução brônquica.
Método: O QRSG foi aplicado a pacientes em acompanhamento no ambulatório de DPOC. A escolha dos pacientes foi feita de forma aleatória. Os pacientes que haviam apresentado exacerbação no último mês foram excluídos.
Resultado: Quarenta e sete pacientes foram avaliados, sendo 26 homens e 21 mulheres. A média de idade foi de 66 anos (+ 8,5). Os pacientes foram classificados pelos critérios de GOLD como leve (13 pacientes), moderados (23 pacientes) e graves (11 pacientes). Não foram avaliados pacientes muito graves. Houve correlação negativa entre o VEF1 (%) e o escore total. A mediana de escore total para os pacientes leves, moderados e graves foi de 33 (17,95 - 51,20), 42,3 (24,5 - 65,2) e 68 (51,72 - 77,8), respectivamente. Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos de pacientes com doença leve e grave (p<0,001).
Conclusão: O QRSG é uma excelente ferramenta de avaliação da QV e apresenta correlação com o grau de obstrução brônquica.
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ALTERAÇÃO NA CLASSIFICAÇÃO PELO ÍNDICE DE BODE DE PACIENTES COM DPOC APÓS UM ANO DE ACOMPANHAMENTO
Medeiros JA, Silva MR, Moura NSR, Bettencourt M, Pugliese JG, Bártholo TP, Rufino R, Gomes MM, Inoki HL, Costa CH.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ
Introduçao: Foi sugerido que a classificação pelo Índice de BODE seria uma boa ferramenta para avaliar os pacientes com DPOC com pior prognóstico.
Objetivo: Avaliar se há alteração do Índice de BODE após um período de 1 a 2 anos de acompanhamento ambulatorial e verificar se pacientes com escore mais elevados evoluem com maior frequência de exacerbações.
Método: Pacientes com DPOC, regularmente acompanhados no ambulatório, foram classificados sequencialmente utilizando o Índice de BODE, com espaço mínimo de 1 ano. Todas as exacerbações foram anotadas durante o período entre as duas classificações.
Resultado: Trinta e nove pacientes com DPOC realizaram os procedimentos e foram classificados pelo Índice de BODE. A média de idade foi de 67 anos (+ 9,8), sendo 10 pacientes do sexo feminino e 29, do masculino. Utilizando os critérios de GOLD, havia 8 pacientes com DPOC leve, 22 moderados e 9 graves ou muito graves. A média do Índice de BODE inicialmente avaliado foi de 1,87 (+ 2,2) e a segunda média da segunda medida foi de 1,74 (+ 2,2). Onze pacientes apresentaram exacerbações, sendo que 5 deles mais de 1 vez.
Conclusão: Não houve variação do BODE após pelo menos 1 ano de evolução. Tampouco observamos correlação entre o número de exacerbações e índices mais elevados.
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UTILIZAÇÃO DO ESCORE CLÍNICO “ACHaR” COMO PREDITOR DE APNÉIA OBSTRUTIVA DO SONO (MODERADA E SEVERA) EM PACIENTES SUBMETIDOS À POLISSONOGRAFIA NOTURNA. ANÁLISE DE 551 EXAMES.
Duarte RLM; Magalhães da Silveira FJ; Biagini Jr JC.
Introdução: polissonografia (PSG) é o principal exame no diagnóstico da apnéia obstrutiva do sono (AOS), mas devido ao alto custo é útil o uso de critérios para estimar AOS.
Objetivos: determinar se o escore ACHaR (baseado no Sleep Apnea Clinical Score) é bom preditor de AOS moderada/severa (índice de apnéia/hipopnéia [IAH]=15/h por PSG).
Método: coorte prospectiva de indivíduos adultos submetidos à PSG (janeiro 2007-junho 2009). Variáveis estudadas: gênero, idade, índice de massa corporal (IMC), circunferência do pescoço (CP), escala de sonolência de Epworth (ESE), ACHaR e IAH. ACHaR possui 4 itens: apnéia/engasgos presenciados (A), CP (C), hipertensão arterial (Ha) e ronco (R); pontuação de 0-110. Análise estatística por análise multivariada, coeficiente de correlação de Spearman (rs) e curva ROC (receiver operator characteristic curve) com área sob a curva (AUC) e intervalo de confiança a 95% (IC95%).
Resultado: 551 pacientes (77,3% homens) foram estudados (mediana de idade=47,0 anos) e 66,1% com IAH=15/h. As medianas do IMC, CP, ESE, ACHaR e IAH foram, respectivamente: 29,0Kg/m2; 41,0cm; 10,0; 13,0 e 23,7/h. A mediana do ACHaR foi diferente nos gêneros (16 [homens] e 5 [mulheres]; p<0,001). ACHaR está relacionado com IAH (rs=0,508; p<0,001). Na curva ROC, ACHaR, idade, CP, IMC e ESE foram preditores de IAH=15/h: o melhor foi o ACHaR (AUC=0,77; IC95%=0,72-0,81), seguido da CP (AUC=0,70; IC95%=0,66-0,75), do IMC (AUC=0,68; IC95%=0,63-0,73), da idade (AUC=0,63; IC95%=0,58-0,68) e da ESE (AUC=0,56; IC95%=0,51-0,61). Quanto ao gênero, o ACHaR foi também o melhor preditor (homens: AUC=0,77; IC95%=0,72-0,82 e mulheres: AUC=0,75; IC95%=0,66-0,84). O melhor ponto de corte do ACHaR para estimar AOS moderada/severa foi 9 (odds ratio (OR)=6,50; IC95%=4,38-9,63), sendo 11 nos homens (OR=6,66; IC95%=4,49-9,88) e 4 nas mulheres (OR=5,07; IC95%=2,94-8,74).
Conclusão: ACHaR foi o melhor preditor, seu melhor ponto de corte foi 9 e observamos diferença entre os gêneros.
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